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sábado, 14 de janeiro de 2012

“Foi igual ao Titanic”, diz passageiro


“Foi igual ao Titanic”, diz passageiro
de cruzeiro que naufragou na Itália

Rapaz que trabalhava no navio relatou o caos para a mãe, que mora no Rio
Carolina Farias, do R7, no Rio
NAVIO-ITALIARemo Casilli/14.01.2012/Reuters
Navio de cruzeiro tombou após se chocar com uma rocha na costa da Itália. O Costa Concordia levava mais de 4.200 pessoas, incluindo 53 brasileiros, no momento do acidente. Todos os brasileiros estão bem


“Foi igual ao Titanic. Os pratos escorregaram das mesas, as pessoas correndo e gritando, apagou a luz. Foi o caos”. Maria Ivete Camelo, de 62 anos, moradora de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, achou que o filho Fábio da Costa, de 26 anos, estava brincando quando ligou na noite de sexta-feira (13).
“Mãe estou em outro barco porque o meu estava afundando”, disse o rapaz à mãe. Costa era um dos 53 brasileiros que estava a bordo do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na noite de sexta no litoral da Toscana, Itália. O navio tinha mais de 4.000 passageiros e três mortes já foram confirmadas.
Navio teria alterado rota para evitar tragédia maior

Costa telefonou para deixar a mãe tranquila, mas acabou deixando a dona-de-casa assustada. Ele se preocupou em dizer que estava agasalhado e seguro em uma ilha.

- Perguntei se ele pegou as coisas dele, as roupas, documentos. Ele disse ‘mamãe, esquece o navio está afundando’.

O acidente aconteceu na hora do jantar no navio. Costa fumava do lado de fora quando ouviu um alarme de pane elétrica disparado pelo capitão, segundo Maria Ivete. Ele continuou a fumar quando ouviu a explosão e o corte de luz. Nesse momento o navio inclinou. Tudo que estava sobre as mesas do jantar começou a cair.

- Ele viu que uma grávida gritou, todo mundo começou a correr e gritar, igual ao filme [Titanic]. Teve gente que se jogou no mar, quebrou as pernas.

Maria Ivete disse que o filho foi um dos primeiros a sair do navio para um bote. Antes ele ainda teve tempo para correr para seu quarto e pegar o celular e a máquina fotográfica. Já com o colete salva-vidas, ele chegou ao bote e começou a ajudar a colocar as pessoas na embarcação.

- Outras ilhas pequenas, próximas do local onde aconteceu, começaram a enviar barcos para ajudar.

Sonho interrompido 
Formado em jornalismo e trabalhando como professor de inglês, Costa sonhava em conhecer o mundo, disse sua mãe. Enviou currículos para agências e seu inglês fluente lhe garantiu uma vaga no Costa Concórdia, a “menina dos olhos” da empresa, afirmou Maria Ivete. Costa trabalhava em uma loja do navio.

- Estou muito triste por ele. Era um sonho de criança sair do Brasil aí surgiu esse emprego que era muita ‘ralação’, mas ele também conhecia muitos lugares, ilhas, países, ele esteve na França.

Na próxima terça-feira (17) faria um mês que Costa estava trabalhando no navio. Após o acidente, a mãe disse acreditar que a Embaixada do Brasil na Itália vai enviá-lo para o Brasil neste domingo (15).

- A embaixada está dando toda a assistência. Estou muito triste por ele. Para mim tudo é um filme de terror, mas estou feliz sabendo que ele está bem.
Brasileiros 
O consulado do Brasil em Roma informou que 53 brasileiros estavam no navio de cruzeiro. Segundo o consulado, a empresa Costa Cruzeiros, dona da embarcação, disse que 47 dos brasileiros eram passageiros e os outros seis, tripulantes. Até o momento, não há informações de brasileiros entre os mortos, feridos e desaparecidos.
Um grupo de 26 brasileiros que estava no navio já está a caminho de Milão, segundo a embaixada brasileira na cidade. O telefone de emergência do Consulado Brasileiro em Milão é 00xx39 335 727 8117 e do Consulado Brasileiro em Roma, 00 39 333 1184 682.
Ajuda
Na ilha de Giglio as autoridades convocaram a população para ajudar na acolhida aos passageiros do cruzeiro. Moradores abriram suas casas para receber os viajantes, assim como centros esportivos e a pequena igreja da localidade serviram de abrigo. Centenas de habitantes que durante o inverno vivem na ilha ofereciam alimentos e deram o conforto às pessoas que chegavam à ilha.
Algumas lojas abriram durante a noite e a população cedeu cobertores e roupas para que não passassem frio. Sobre os eventuais atrasos no salvamento, a Capitania dos Porto de Grosseto, à qual Giglio é ligada, anunciou a abertura de uma investigação. O capitão de corveta Emilio do Santo admitiu os atrasos.
A embarcação envolvida no acidente é o cruzeiro Costa Concordia, a maior italiana de passageiros, pertencente à companhia Costa Cruzeiros. O navio encalhou por causas ainda desconhecidas e está escorado a 80 graus em uma região arenosa com profundidade de 30 metros.

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