Maria Padilha das Sete Encruzilhadas
Mais uma vez
gostaríamos de ressaltar que não é nosso objetivo aqui passar "fórmulas
mágicas" do tipo: "Sua vida vai mal? Faça um "agrado" prá seu Exu (ou Pomba
Gira)".
Não meu amigo (a)... não é esta a nossa
proposta. Muito pelo contrário... a nossa proposta é justamente ajudar a
desmistificar tudo isto. É entrar na luta, junto com outros irmãos
umbandistas sérios, independentemente da ritualística praticada, e mostrar
que Umbanda de Verdade nada tem a ver com "trabalhinhos" que no final das
contas só "agradam" a obsessores (kiumbas)... que podem até dar a você a falsa
impressão de "melhora", mas estão apenas preparando o terreno para sugar
suas energias mais tarde, cobrando cada vez mais e mais... pois são
insaciáveis no seu desejo de fazer o mal. ISTO NÃO É NEM NUNCA FOI UMBANDA!
Lamento desapontá-lo(a) mas você não verá isso acontecendo
em nenhum VERDADEIRO TERREIRO DE UMBANDA!
Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem
e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica alguma. Se não
concorda me responda o seguinte: Como Orixá iria "colocar" Exu como Guardião
se ele não fosse confiável? Se ele se "vendesse" por um despacho, por
cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?
Além do mais Exu não é idiota. Se até uma criança sabe
o que é "certo" e o que é "errado" Exu não vai saber?
Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e
compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor
que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de
quem? Dos médiuns inviligantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a
serviço do astral inferior!
Francamente!! São absurdos como esses que fizeram com
que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão execrados por outras
religiões!
Para começo de conversa, na Umbanda
não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos
para trazer a pessoa em "X" dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por
consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança.
Não existe barganha na
espiritualidade superior! Existe na inferior. Se você estiver disposto(a) a
pagar o preço, que pague. Mas não diga que foi na Umbanda que você fez esse
tipo de coisa. Mesmo que o dono do lugar se diga de Umbanda e se apresente
como Pai no Santo.
Lembre-se sempre: a Umbanda é
Caridade!
Mãe Iassan
Dirigente do CECP
Outros artigos e mensagens sobre
o trabalho de Exu e Pomba Gira
na Umbanda
Conversando sobre Exu (A.D.)
Um Esclarecimento
Espiritual Dos Exus Amparadores
(Wagner Borges)
Tentando Explicar o Trabalho de Exu Na Umbanda
(Mãe Iassan)
Mensagens Psicografadas sobre o
trabalho de Exu
Ciganos Na Umbanda (Pomba Gira Cigana da Estrada)
Esclarecer
(Maria Padilha das Almas)
Na Verdade Quem Faz o Mal?
(Maria Padilha das 7 Encruzilhadas)
Quem és, Exu?
(Exu Tiriri)
Um Exemplo de Trabalho de Exu
na Umbanda (Maria Padilha das 7 Encruzilhadas)

Trecho
retirado do livro TAMBORES DE ANGOLA
de Robson Pinheiro
(grifos
nossos)
Exu é
entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas
e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior.
Não
tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com
chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.
São os
guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no
ambiente.
São
trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações
que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem
profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua
rigidez e disciplina.
Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não
ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades
perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo
astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um
magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade
dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de
espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas.
São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São
temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da
disciplina por várias e várias encarnações.
Muitos
do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se
manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.
Na
Umbanda a caridade é lei maior,
e esses espíritos, com aspectos mais bizarros, que se manifestam em médiuns
são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu
comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que
vagam sem rumo nos sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados
por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso,
encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos
inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus
consulentes, exigindo “trabalhos”, matanças de animais e outras formas de
satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos
pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança
daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis
socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de
expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos
neste milênio. Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos
desconhecem a sua verdadeira situação.
Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se
dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies,
vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e
que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade,
terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros
médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.
Os espíritos que
chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral,
que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados
e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito,
mas são trabalhadores do BEM.
São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões,
nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da
disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela
manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados
com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e
se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e
confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.
NÃO
EXIGEM NEM ACEITAM “TRABALHOS”, DESPACHOS OU OUTRAS COISAS RIDÍCULAS das
quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se
utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os
caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra.
NADA TEM A VER COM A UMBANDA!
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