Quatro fuzileiros aparecem urinando sobre corpos que seriam de talibãs.
Força nomeou oficial para investigação; militares já foram identificados.
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O Corpo de Fuzileiros Navais dosEstados Unidos deu nesta sexta-feira (13) o primeiro passo formal para o possível indiciamento de quatro militares que apareceram num vídeo urinando sobre os cadáveres de afegãos que seriam de combatentes do Talibã.
Os fuzileiros nomearam um oficial para comandar a investigação e decidir sobre eventuais indiciamentos contra os quatro homens, que já foram todos identificados, disse à Reuters um oficial que pediu anonimato.
Nenhum dos suspeitos foi detido, e pelo menos dois continuam atuando na unidade envolvida no vídeo, o 3º Batalhão do 2º Regimento de Fuzileiros Navais, com sede na Carolina do Norte.
Esse batalhão serviu na província afegã de Helmand entre março e setembro de 2011.
O general James Amos, comandante dos Corpo de Fuzileiros, disse em nota nesta sexta-feira que "não haverá descanso enquanto as acusações e os fatos que as cercam não forem resolvidos".
O vídeo, divulgado no YouTube e outros sites, e mostrado por vários canais de TV, mostra os quatro militares em farda camuflada, urinando sobre três cadáveres. "Tenha um bom dia, amigo", brinca um deles. Outro faz uma piada obscena.
A Reuters não conseguiu verificar se os mortos eram realmente combatentes do Talibã, mas os fuzileiros dizem que o vídeo parece mostrar "vários talibans mortos".
RepercussãoO presidente afegão, Hamid Karzai, exigiu uma investigação sobre o "desumano" comportamento dos soldados, e recebeu um telefonema de desculpas do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta.
É provável que outras pessoas além dos quatro soldados sejam indiciados pela profanação dos cadáveres, inclusive o indivíduo que filmou a cena, e outras pessoas que estivessem presentes fora do campo da câmera.
Os fuzileiros disseram que a investigação será comandada pelo general de divisão Thomas Waldhauser, chefe do Comando Central do Corpo de Fuzileiros Navais.
O vídeo deve acirrar o sentimento popular antiamericano no Afeganistão, e especialistas dizem que ele pode perturbar os esforços de reconciliação no país, embora o Taliban tenha descartado na quinta-feira que o ainda incipiente processo de paz com o governo esteja ameaçado.
Por enquanto, as imagens tiveram repercussão limitada no Afeganistão, onde apenas uma minoria tem acesso a eletricidade, e a Internet é privilégio de uma minúscula elite urbana.
Imagem de vídeo mostra os soldados que estariam
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